quarta-feira, 27 de junho de 2012

SEGMENTOS DA UERN IRÃO SE REUNIR COM O GOVERNO DO ESTADO


Depois que o governo do Estado cancelou a reunião que iria ocorrer segunda-feira passada (25), ele anunciou que irá receber os servidores técnico-administrativos e professores da UERN em reunião agendada para esta quinta-feira, 28, às 10h, na Secretaria de Administração e Recursos Humanos, localizada no Centro Administrativo em Natal. A reunião foi marcada pelo titular da pasta, Álber Nóbrega e, segundo ele, o Governo irá apresentar uma proposta aos servidores com o objetivo de pôr fim ao movimento grevista na Universidade.

A greve iniciou-se no dia 03 de maio após o governo descumprir  um acordo firmado com as categorias em setembro do ano passado. Pelo acordado, os salários dos servidores da Universidade deveriam ter sido reajustados em 10,65% no mês de abril, o que não ocorreu. Até agora, a administração estadual não apresentou prazo para a concretização do acordo.

Espera-sa que finalmente o impasse seja resolvido e que o governo apresente realmente uma sólida proposta. Os servidores técnicos administrativos da UERN querem que o governo cumpra o acordo e afirmam que estão dispostos a negociar.

Encontro com Autoridades está mantido
 
Ainda nesta quinta-feira, 28, às 9h, na sede da ADUERN em Mossoró, será realizado o “Encontro com Autoridades” de forma a obter o apoio de importantes entidades de Mossoró e do Estado na luta em defesa da UERN.

COMANDO DE GREVE DO SINTAUERN

terça-feira, 26 de junho de 2012

BUZINAÇO/ADESIVAÇO FOI UM SUCESSO

Ontem terça-feira, 26, no final da tarde, técnicos administrativos, alunos e professores da UERN promoveram um Buzinaço com Adesivaço no semáforo da Praça Rodolfo Fernandes (Praça do Pax). Com o tema #emdefesadaUERN foram distribuídos panfletos e colocados adesivos nos carros dos motoristas que buzinaram sinalizando sua solidariedade com  o movimento grevista e também sua aprovação da defesa da Universidade. O ato foi um sucesso e evidenciou ainda mais o apoio que a sociedade vem dando à causa em defesa da UERN. Por mais de duas horas de intenso barulho de buzinas foram afixados 200 adesivos nos carros que passavam pelo sinal. Muitos motoristas e transeuntes solicitavam adesivos, panfletos e paravam para conversar sobre a greve da UERN.


AGENDA DA GREVE

Nesta próxima quinta-feira, 28, será realizado um “Encontro com Autoridades”. O objetivo da atividade é chamar a atenção dessas entidades e convidá-las para a luta em defesa da Universidade. O evento acontecerá na sede da ADUERN, às 9h.

Foram convidados representantes das escolas públicas e particulares de Mossoró, Câmara Municipal, Prefeitura de Mossoró, Ministério Público, Tribunal de Justiça, OAB, 12ª DIRED, Igrejas Católica e Evangélica, Maçonaria, Sociedade Espírita de Mossoró, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), Intersindical, Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior (SINTEST-RN), Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (ADUFERSA), Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE).

Também foram convidados: Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM), Clubes Rotary e Lions, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), Serviço Social do Comércio (SESC), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), Serviço Social da Indústria (SESI).


sábado, 23 de junho de 2012

Governo e grevistas da Uern se reunirão segunda-feira

Embora tenha reconhecido que a greve é justa e legítima, a audiência pública sobre a situação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), ontem à tarde, na Assembleia Legislativa, terminou sem acordo. Mas, conseguiu o mérito de retomar o diálogo entre servidores e Governo do Estado, que ficou de apresentar proposta segunda-feira (25).
Foi marcada uma audiência entre o Comando de Greve, formado por representantes dos servidores, técnicos-administrativos e estudantes, em Natal, em horário a ser acertado. A expectativa é que o Governo do Estado diga quando pretende pagar o reajuste de 10,65%, previsto para abril deste ano, conforme acordado em setembro de 2011.
A audiência pública contou com a participação da deputada federal Fátima Bezerra (PT); deputados estaduais Larissa Rosado (PSB), Gustavo Fernandes (PMDB) e Fernando Mineiro (PT); procurador-geral do Estado, Miguel Josino; secretário de Administração e dos Recursos Humanos, Álber Nóbrega; pró-reitor de Planejamento e Finanças da Uern, Severino Neto.
Também participaram o presidente da Aduern, Flaubert Torquato; presidente do Diretório Central de Estudantes (DCE), Saulo Spinelly, e a presidenta do Sindicato dos Servidores Técnicos Administrativos (Sintauern), Rita de Cássia Vidal, que reforçaram a legitimidade do movimento devido a descumprimento de acordo salarial.
Os sindicalistas lembraram que para encerrar a greve de 2011, que durou 106 dias, os servidores aceitaram parcelar o reajuste de 27% em três anos, sendo a primeira parcela, de 10,65%, acordada para abril deste ano. Como o Governo não pagou nem deu previsão, professores e técnicos deflagraram a greve no último dia 3 de maio.
Eles transferiram para o Governo do Estado a responsabilidade da paralisação. "Quem tem obrigação de encontrar uma solução é o governo. A crise não é da Uern, é do governo. O nosso desejo é encontrar uma saída, mas está faltando diálogo", afirmou o presidente da Aduern, Flaubert Torquato, lembrando que vem tentando, sem êxito, negociar.
Como não apresentou proposta concreta para os servidores, o secretário de Administração e dos Recursos Humanos, Álber Nóbrega, disse que o Executivo vai apresentar uma proposta, com o objetivo de buscar o consenso e finalizar a paralisação, na próxima segunda-feira. A intenção é avançar no diálogo em busca de um acordo.
Também na audiência de ontem, idealizada pelo deputado Fernando Mineiro, foram apresentados dados indicando que do ano passado até agora já são 155 dias de greve contra apenas 134 de aulas, o que revela o prejuízo à comunidade acadêmica e à sociedade, já que vários segmentos estão sendo prejudicados com a greve.
A audiência da próxima segunda-feira é uma tentativa de se chegar a um acordo, já que fracassaram as investidas através da Justiça, que realizou audiência de conciliação, sem consenso, e negou a ação do Governo, pedindo a ilegalidade da greve. Para o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, a paralisação é legal. 

fonte: omossoroense

terça-feira, 19 de junho de 2012

Crise na UERN é tema de Audiência na AL

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte irá realizar Audiência Pública com o tema “Crise na UERN”, nesta quinta-feira, 21, às 14h30. O debate, que será realizado através do Centro de Estudos e Debates, no Auditório Robinson Faria, atende um pleito dos segmentos universitários, como uma forma de tentar resolver o impasse da greve dos docentes e técnicos administrativos da Instituição.

A greve dos servidores da UERN foi deflagrada no dia 03 de maio, em virtude do descumprimento do acordo, por parte do Governo do Estado, firmado com as categorias em setembro do ano passado. Além da atual greve, na audiência, ainda deve ser discutida a Autonomia Financeira para a instituição, tendo em vista as dificuldades orçamentárias que a UERN vem enfrentando nos últimos anos.

Para a audiência, é esperada a participação, além dos deputados estaduais, dos segmentos que integram a UERN (ADUERN, SINTAUERN, DCE e Reitoria), representantes do Governo do Estado, além de membros da sociedade em geral.

Para o professor Flaubert Torquato, presidente da ADUERN, a Audiência Pública na AL é uma oportunidade importante para a sociedade tomar conhecimento da realidade de precarização que a UERN atravessa, bem como saber o posicionamento da Assembleia Legislativa sobre essa situação.

“Em virtude da relevância do encontro, conclamamos todos os professores a se fazerem presente ao evento”, convida o presidente.

A Audiência Pública será transmitida ao vivo pela TV Assembleia. Os professores que desejam participar devem entrar em contato com a ADUERN através do telefone 3312-2324. Os técnicos administrativos devem ligar para o SINTAUERN: 3317-5803. Os estudantes podem entrar em contato com o DCE através do telefone 8713-2151.

A saída de Mossoró será às 8:00h, e os interessados devem confirmar até o meio-dia desta quarta-feira(20/06).

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Pleno reconhece legalidade de greve da Uern

O Pleno de desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ/RN) manteve nesta quarta-feira (13) a decisão da juíza convocada, Sulamita Pacheco, ao reconhecer a legalidade da greve dos servidores e professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern). O Executivo havia ingressado com Agravo Regimental, recurso que busca provocar a revisão de decisões anteriores. A decisão foi à unanimidade.

Sulamita Pacheco indeferiu liminarmente o pedido de ilegalidade do movimento grevista, feito pelo Governo do Estado. “A greve que hora se analisa não possui ilegalidade que se possa enxergar neste momento processual, exatamente por ser uma reação às condições de trabalho e o exercício do direito de auto-defesa de categorias”, destacou a juíza convocada, que completou: “assegurar agora o direito à greve traz como consequência a segurança de uma educação mais digna”.

Na visão de Sulamita Pacheco, o Estado não cuidou de maneira satisfatória de demonstrar a existência de requisitos necessários, perante à lei, para alcançar a concessão do que pleiteou. Além disso, destacou ela, resta evidenciado o descumprimento do Estado de acordo realizado em 02 de maio deste ano.

O acordo mencionado pela magistrada foi resultado de uma greve deflagrada no período de julho a setembro de 2011 pelos servidores e professores da Uern, que perdurou 90 dias e, embora não tenha sido oficializado, a conciliação entre as partes foi divulgada abundantemente pela mídia, inclusive pelo próprio Governo do Estado.

“Ora, é notório no Brasil que a classe dos professores vem sofrendo péssimas condições de trabalho e uma remuneração que não condiz com a importância do ensino”, exclamou Sulamita Pacheco. Ela enfatiza que, por isso mesmo, há de se reconhecer a necessidade de fortalecimento da categoria desses profissionais, base da sociedade, bem como os direitos dos docentes de reivindicar melhores condições de trabalho mais justos.

Processo n.º 2012.007272-3/0001.00
Fonte: TJRN